Quando olhamos para a história de alguém, vemos apenas recortes de vivências. Pequenos fragmentos de uma vida inteira. Não sabemos, ao certo, o que está escondido no lugar mais íntimo daquela pessoa. Não conhecemos as lutas que ela travou, as batalhas que perdeu, muito menos o que sentiu em meio a tantas guerras silenciosas.

Às vezes ela sorri e diz que está tudo bem.
Mas dentro da alma pode existir uma dor que parece inesgotável.

Ainda assim, é curioso perceber que o crescimento quase sempre nasce das batalhas. Ninguém nasce pronto. Ninguém nasce preparado para lidar com a dor, com o sofrimento e com as perdas que fazem parte da vida. A vida nos molda aos poucos.

Existe algo dentro de nós que nos move. Uma motivação silenciosa. E, conforme algo nos fala interiormente, começamos a tomar iniciativas que nos levam para onde queremos estar, ou pelo menos para onde acreditamos querer chegar.

Continua após a publicidade

Mas, muitas vezes, o caminho não é tão claro quanto imaginávamos.

Seguimos o fluxo da vida.
Seguimos com um pouco de sorte.
Seguimos também com as conveniências que aparecem pelo caminho.

Mesmo assim, existe algo que permanece: intenção e pensamento. É nesse movimento, quase invisível, que o crescimento acontece.

Continua após a publicidade

E então surgem perguntas inevitáveis:

Quem estou me tornando?
O que um dia foi de mim?
Quem sou agora?

Essas perguntas caminham junto com o tempo que dedicamos à nossa própria jornada. Com os caminhos que escolhemos trilhar e com tudo aquilo que insistimos em continuar, mesmo quando parece difícil.

Continua após a publicidade

Cada pessoa escolhe responder se está ou não tudo bem.

Mas, na maioria das vezes, dizemos que está tudo bem, quando no fundo sabemos que não está.

Talvez isso também seja resiliência.

Continua após a publicidade

É reconhecer que o processo está difícil e, ainda assim, continuar. É como um time que já está correndo o segundo tempo de um jogo duro. Talvez o placar não esteja a nosso favor. Talvez tenhamos errado algumas jogadas pelo caminho.

Mas ainda estamos em campo.

E enquanto estamos em campo, o jogo continua.

Às vezes o cansaço chega. As pernas pesam. O fôlego diminui. Parece que já demos tudo o que podíamos dar.

Mas então respiramos fundo e lembramos de algo simples e poderoso: ainda estamos no jogo.

E enquanto estamos no jogo, sempre existe a possibilidade de uma nova jogada. Um novo passo. Uma nova chance de avançar.

Porque, no fim das contas, não é apenas sobre vencer.

É sobre permanecer.

É sobre continuar jogando, mesmo quando a vitória ainda não apareceu.

É sobre entender que crescer também faz parte da partida.

E talvez seja justamente isso que a vida esteja nos ensinando o tempo todo:

o mais importante nem sempre é ganhar o jogo.

Às vezes, o mais importante é simplesmente não sair dele.