O som do berimbau misturado às batidas do batuque ecoava ao longe, enquanto melodias e instrumentos musicais preenchiam o museu. Assim foi a noite desta quinta-feira, 26 de fevereiro, em Pains, marcada por dois eventos culturais realizados simultaneamente em pontos distintos da cidade.
A programação integrou a Secult-MG, por meio da iniciativa Noite Mineira de Museus e Bibliotecas, promovida pelo Governo de Minas Gerais, que mobiliza municípios em todo o estado para abrir espaços culturais em horário especial, incentivando arte, memória e formação de público.
No Espaço Mais Cultura, a exposição Memória Viva: Saberes do Povo Painense destacou histórias, tradições e personagens que atravessam gerações e constroem a identidade local. Cada detalhe evidenciava a força da memória coletiva e a importância de preservar raízes culturais. Em seguida, a roda de capoeira trouxe movimento, ancestralidade e resistência. O som do berimbau conduziu crianças, jovens e adultos em uma celebração que vai além do esporte — é expressão cultural, disciplina e pertencimento. A entrega de uniformes simbolizou incentivo e valorização dos participantes, fortalecendo o compromisso com a continuidade do projeto.
Enquanto isso, no Museu, o público acompanhava um sarau especial com a Banda Santa Cecília. O repertório emocionou os presentes e transformou o espaço em um verdadeiro palco de encontro entre passado e presente. Entre acordes e aplausos, a música reforçou o sentimento de identidade e comunidade.
A noite foi mais que uma programação cultural. Foi uma afirmação de pertencimento. Mesmo com participação modesta de público, Pains fez uma pausa na rotina para celebrar sua história, ouvir seus sons e valorizar aquilo que tem de mais precioso: sua cultura viva.
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