O ano era 1988, início de um período marcante para o futebol em Arcos. No dia 12 de junho daquele ano, a cidade viveu um momento histórico que ficou eternizado na memória dos desportistas locais.
Em comemoração ao 34º aniversário da Associação Atlética Arcoense (AAA), o município recebeu a Seleção Pré-Olímpica da Argentina, tornando-se o primeiro clube da cidade a enfrentar uma equipe estrangeira. A partida foi realizada no Estádio Joaquim Caetano Sobrinho, conhecido como Campo da Associação.
O confronto reuniu grande público e movimentou a cidade, em um clima de festa e expectativa. Dentro de campo, as equipes protagonizaram um duelo equilibrado, que terminou empatado em 0 a 0, resultado que pouco importou diante da grandiosidade do evento.
Entre os nomes que integravam a equipe argentina e que marcaram época no futebol internacional, destacam-se Luis Islas, que fez parte da histórica campanha da Argentina na Copa do Mundo; Néstor Fabbri, reconhecido pela solidez defensiva; Hernán Díaz, com trajetória vitoriosa no futebol argentino; Carlos Alfaro Moreno, destaque ofensivo e referência na linha de ataque; Néstor Lorenzo, que seguiu carreira como treinador em alto nível e atualmente comanda a Seleção Colombiana.; e Jorge Comas, conhecido pela habilidade e faro de gol.
Do lado da Associação Atlética Arcoense, nomes tradicionais do futebol local também fizeram parte desse momento histórico, como Roldão, Dácio, Tininho Elétrica, José Zuquim, Nenzico Macedo, Alcacino Fontes e Sinésio. À época, a entidade era presidida por Geraldo Zuquim.
A equipe da Associação Atlética Arcoense que entrou em campo e conquistou o histórico empate diante da Seleção Pré-Olímpica da Argentina foi formada por:
Polaco, Willian, Ronaldo, Maurício, Gunga e Telê (técnico), Ronaldinho, Nato, Vavá, Dione, Marcelo e Creca.
Mais do que um jogo, aquele dia representou a valorização do esporte local e a projeção de Arcos no cenário futebolístico, consolidando-se como um dos capítulos mais importantes da história da Associação Atlética Arcoense e do futebol arcoense.
Décadas depois, o registro daquele elenco segue como símbolo de orgulho e tradição, lembrando uma época em que o futebol uniu gerações e colocou Arcos em evidência.
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