Lançado em 20 de setembro de 1996, o álbum “A Tempestade ou O Livro dos Dias”, da Legião Urbana, completa 30 anos neste domingo (20). O trabalho foi o último da banda lançado enquanto Renato Russo ainda estava vivo.

Marcado por letras melancólicas, introspectivas e por um forte clima de despedida, o disco ocupa um lugar especial na história do rock brasileiro.

A ideia inicial era produzir um álbum duplo, mas o projeto acabou transformado em um disco simples, com 15 faixas. Parte das músicas que ficaram de fora foi lançada posteriormente no álbum póstumo “Uma Outra Estação”, de 1997.

As gravações começaram em janeiro de 1996, período em que Renato Russo já estava bastante debilitado em razão da Aids. O cantor compareceu poucas vezes ao estúdio e grande parte do trabalho preservou as vozes-guia registradas durante a produção.

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O álbum reúne as músicas “Natália”, “L’Avventura”, “Música de Trabalho”, “Longe do Meu Lado”, “A Via Láctea”, “Música Ambiente”, “Aloha”, “Soul Parsifal”, “Dezesseis”, “Mil Pedaços”, “Leila”, “1º de Julho”, “Esperando por Mim”, “Quando Você Voltar” e “O Livro dos Dias”.

“A Via Láctea” foi escolhida como primeiro single e tornou-se uma das faixas mais marcantes do disco, refletindo a tristeza e a fragilidade emocional presentes no trabalho. Outra canção de destaque é “1º de Julho”, composta por Renato Russo especialmente para Cássia Eller e gravada anteriormente pela cantora.

Renato Russo morreu no dia 11 de outubro de 1996, exatamente três semanas após o lançamento de “A Tempestade”. Pouco depois, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá anunciaram o encerramento das atividades da Legião Urbana.

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Três décadas depois, o álbum permanece como um dos trabalhos mais emocionantes da trajetória da banda e como o último capítulo da Legião Urbana lançado com Renato Russo ainda em vida.