A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) tem uma nova presidente. Marília Carvalho de Melo assume o cargo com o objetivo de liderar o processo de desestatização da empresa e acelerar a universalização do saneamento no estado.
Marília substitui Fernando Passalio, que estava à frente da concessionária desde fevereiro deste ano.
“É um orgulho enorme estar à frente da Copasa. Temos um grande desafio que é dar continuidade ao processo de modernização e crescimento da Companhia, preparando para a desestatização. E vamos manter o foco e o diálogo com quem constrói essa empresa diariamente, que são os empregados da companhia, para que saibam da importância do trabalho de todos para o futuro do saneamento em Minas”, destacou a presidente.
Com sólida trajetória na gestão ambiental e de recursos hídricos, Marília possui graduação em engenharia civil pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Ela também tem mestrado em saneamento, meio ambiente e recursos hídricos pela mesma instituição; além de ser doutora em recursos hídricos pelo Programa de Engenharia Civil (PEC) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Exerceu, além da docência, a coordenação do curso de mestrado profissional de sustentabilidade em recursos hídricos na Universidade Vale do Rio Verde (UninCor). A nova presidente da Copasa também foi professora de hidrologia na Escola de Engenharia Kennedy (EEK).
Servidora de carreira do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SISEMA) desde 2006, antes de sua nomeação para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), onde se consagrou como a primeira mulher a comandar a pasta, atuou como diretora-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) em duas oportunidades.
Histórico
O Histórico de Marília é marcado pela gestão estratégica em momentos críticos, como a crise hídrica de 2015, onde evitou o desabastecimento na capital mineira. Foi também a responsável técnica pelo Projeto de Lei dos blocos regionais de saneamento e pela implementação de R$ 1,7 bilhão em investimentos no setor dentro do Acordo de Brumadinho.
À frente da Semad, destacou-se pela agilização do Cadastro Ambiental Rural e por colocar Minas Gerais como o primeiro estado da América Latina na campanha Race to Zero da ONU. Agora, traz sua experiência técnica para garantir transparência e responsabilidade institucional na nova fase de desestatização da Copasa.
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