O calor intenso que atinge grande parte do país segue exigindo atenção redobrada da população. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) manteve o alerta de onda de calor para mais de 1,2 mil municípios de oito estados brasileiros, incluindo cidades de Minas Gerais. Segundo o órgão, as temperaturas permanecem cerca de 5 °C acima da média histórica por um período que pode variar de três a cinco dias, aumentando os riscos à saúde.

Em Arcos, o calor também tem sido intenso. Nos últimos dois dias, o município registrou temperaturas máximas de até 35 °C, cenário que favorece quadros de desidratação, mal-estar, queda de pressão, insolação e agravamento de doenças pré-existentes.

A situação é preocupante em outras regiões do país. No Rio de Janeiro, por exemplo, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, nos dias 23 e 24 de dezembro, quando a cidade atingiu níveis elevados de calor, foram registrados 973 atendimentos médicos relacionados diretamente às altas temperaturas na rede de urgência e emergência.

Especialistas alertam que o calor extremo exige cuidados simples, porém essenciais. A principal recomendação é manter a hidratação constante, ingerindo água ao longo do dia, mesmo sem sede. Também é importante evitar a exposição direta ao sol, especialmente entre 10h e 16h, período de maior incidência de radiação solar.

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Outras orientações incluem reduzir atividades físicas intensas, buscar repouso em locais à sombra, frescos e arejados, usar roupas leves e claras e manter atenção à alimentação.

Grupos mais vulneráveis — como crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas, transtornos mentais ou em sofrimento psíquico — devem receber atenção redobrada, já que apresentam maior risco de complicações relacionadas ao calor excessivo.

As autoridades de saúde reforçam que, ao surgirem sintomas como tontura, náusea, fraqueza ou confusão mental, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente.

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