Fabricantes independentes de celulares e laptops estão redesenhando produtos, reforçando testes contra componentes falsificados e adaptando preços diante da escassez de chips de memória. A expectativa do setor é que as dificuldades de abastecimento continuem até 2027, com normalização mais consistente somente a partir de 2028.
O principal problema enfrentado pelas empresas deixou de ser apenas o preço. A disponibilidade limitada dos componentes já ameaça a produção, principalmente de aparelhos mais baratos, nos quais a memória pode representar quase 60% do custo total das peças.
A previsão é que as vendas globais de smartphones apresentem uma queda de 13,9% neste ano, chegando a aproximadamente 1,08 bilhão de unidades. Caso o cenário se confirme, será a maior retração anual já registrada no mercado. O aumento dos custos torna a fabricação de celulares de entrada menos rentável.
Embora os reajustes tenham desacelerado, os preços continuam elevados. A estimativa é de alta entre 13% e 18% nos contratos de memória DRAM convencional neste trimestre, após um aumento próximo de 100% nos primeiros meses do ano.
Para enfrentar a escassez, algumas fabricantes passaram a desenvolver placas-mãe compatíveis com diferentes tipos de chips. Outras mantêm a memória modular, permitindo que os consumidores reutilizem componentes retirados de equipamentos antigos.
Também houve reforço na fiscalização dos lotes adquiridos. Amostras são submetidas a testes para verificar se os chips são realmente novos e evitar a compra de peças recondicionadas vendidas como novas.
As empresas adotam estratégias diferentes para absorver os custos. Algumas reajustam rapidamente os preços dos aparelhos, enquanto outras oferecem ampliações de memória como opções pagas. Há ainda fabricantes que optaram por manter os valores, mesmo diante da pressão sobre os custos de produção.
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