A Comissão Processante da Câmara Municipal de Campo Belo retomou, na última quarta-feira (29/07), os trabalhos de investigação sobre o mutirão de oftalmologia realizado no município em outubro de 2025. Nesta nova etapa, foram ouvidas testemunhas para esclarecer os atendimentos realizados na Escola Cônego Ulisses.

A comissão foi instaurada após aprovação do Plenário da Câmara, com 11 votos favoráveis, três contrários e uma abstenção. A denúncia apresentada ao Legislativo aponta supostas irregularidades na realização do mutirão, como a contratação de profissionais sem a especialização exigida, ausência de respaldo legal para parte dos procedimentos e a possível oferta de produtos durante os atendimentos, o que pode configurar violação de normas sanitárias e administrativas.

As oitivas estavam previstas para começar em dezembro de 2025, mas foram suspensas após o prefeito Adalberto Ribeiro Lopes obter uma liminar em primeira instância. A Câmara recorreu da decisão e, em julho de 2026, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por decisão unânime, autorizou a retomada da Comissão Processante.

O mutirão foi realizado durante um fim de semana na Escola Cônego Ulisses, atendendo mais de 400 pessoas em cada um dos dois dias. A comissão busca esclarecer as circunstâncias da ação, apurar a existência de eventuais irregularidades e verificar possíveis responsabilidades administrativas e político-administrativas.

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Além da investigação conduzida pela Câmara Municipal, o caso também é alvo de apurações do Ministério Público de Minas Gerais e da Polícia Civil, que investigam possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos e eventual favorecimento a empresas privadas envolvidas na realização do mutirão.