O avanço no tratamento das doenças inflamatórias intestinais (DII), impulsionado pela chegada dos medicamentos biológicos, vem transformando a vida de pacientes que antes conviviam com sintomas incapacitantes, internações e até cirurgias. Mais recentemente, a ampliação do uso de biossimilares passou a contribuir para esse cenário, ao favorecer a redução de custos e ampliar o acesso às terapias biológicas. Na prática clínica, a experiência de especialistas mostra que esses medicamentos podem contribuir para tratamentos capazes de levar pacientes ao controle efetivo da doença.
Um exemplo é relatado pela gastroenterologista Dra. Cristina Flores, especialista em doenças inflamatórias intestinais, em entrevista concedida a convite da Organon. Em um dos casos mais emblemáticos de sua experiência, um paciente com doença de Crohn apresentava diarreia intensa, emagrecimento, dores abdominais e fístulas perianais, além de abscessos recorrentes.
“Esse paciente já havia perdido completamente a sua vida social. Quando saía, tinha que mapear os banheiros devido à diarreia com urgência para evacuar. Havia muito constrangimento no trabalho. Até para permanecer sentado era difícil pela presença de fístulas e abscessos de repetição, o que comprometia também sua vida sexual”, relata a médica.
O paciente foi tratado com o biossimilar de um medicamento frequentemente utilizado para este fim e que foi disponibilizado pela operadora de saúde. Segundo Dra. Cristina, a escolha foi feita considerando que o medicamento já possui eficácia e segurança comprovadas. A resposta foi acompanhada através dos sintomas, exames laboratoriais, colonoscopia e ressonância magnética. “O paciente teve alívio dos sintomas em duas semanas, obteve cicatrização da mucosa e, após alguns meses, fechamento das fístulas”, afirma.
As DII são doenças crônicas que incluem principalmente a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Na doença de Crohn, a inflamação pode atingir qualquer segmento do tubo digestivo, desde a boca até o ânus, e comprometer todas as camadas da parede intestinal. Já a retocolite ulcerativa afeta o intestino grosso e, em geral, envolve as camadas mais internas da parede intestinal, principalmente a mucosa que é a que fica em contato com o conteúdo no interior do intestino. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10 milhões de pessoas vivem com essas doenças no mundo. No Brasil, a estimativa é de que mais de 100 mil pacientes convivam com alguma DII, conforme dados da Sociedade Brasileira de Coloproctologia.
Nos últimos anos, a chegada de novos medicamentos biológicos e orais ampliou as possibilidades terapêuticas. Nesse cenário, os biossimilares têm ganhado espaço por apresentarem eficácia e segurança similar aos medicamentos biológicos de referência, os chamados originadores, e contribuírem para a redução dos custos e a ampliação do acesso dos pacientes às terapias.
Na experiência da especialista, tanto pacientes que iniciam o tratamento com biossimilares quanto aqueles que fazem a transição de um medicamento de referência apresentam resultados positivos. “Tenho inúmeros casos de pacientes que estavam usando o medicamento originador e foram transicionados para o biossimilar sem nenhum tipo de problema, bem como pacientes que estão em tratamento com biossimilares desde o início e atingiram a remissão clínica e cicatrização da mucosa intestinal, que são os nossos principais objetivos”, conta.
Para Dra. Cristina, a informação é fundamental para aumentar a confiança de pacientes e médicos. “É fundamental que o paciente seja esclarecido e informado de que o biossimilar é um medicamento que já passou por diversos testes para comprovar que possui a mesma eficácia e segurança do medicamento originador”, destaca.
Apesar dos avanços, o tratamento das DII ainda envolve desafios, como escolher a terapia mais adequada, garantir o acesso e acompanhar continuamente a evolução da doença. “O monitoramento é fundamental para realizar ajustes o mais rapidamente possível, porque nem sempre o paciente sabe que pode estar se sentindo bem enquanto seu intestino continua inflamado”, explica.
A especialista também chama a atenção para a importância da farmacovigilância, especialmente diante de múltiplas trocas de medicamentos em um curto período. “A mensagem é de tranquilidade em relação ao uso de biossimilares. Porém, é preciso manter atenção à farmacovigilância e evitar múltiplas trocas em poucos meses. Embora essas trocas possam ser seguras, ainda faltam dados mais robustos sobre essa sequência de mudanças”, conclui a Dra. Cristina Flores.
Sobre a Organon
A Organon é uma empresa global de saúde independente com o propósito de ajudar a melhorar a saúde das mulheres em todas as fases da vida. Com um portfólio diversificado, a companhia atua em diversas áreas terapêuticas, oferecendo mais de 60 medicamentos e produtos voltados para a saúde feminina, biossimilares e medicamentos estabelecidos no mercado. Além de seu portfólio atual, a Organon investe em soluções e pesquisas inovadoras para impulsionar novas oportunidades de crescimento em saúde feminina e biossimilares.
A empresa também busca colaborar com parceiros biofarmacêuticos e inovadores interessados em comercializar seus produtos, aproveitando sua escala e presença ágil em mercados internacionais de rápido crescimento.
Com sede em Nova Jersey, nos Estados Unidos e presença em 140 países, a Organon possui um alcance geográfico significativo e conta com cerca de 10.000 colaboradores ao redor do mundo.
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