A venda da CSN Cimentos continua em negociação e ainda não há confirmação oficial sobre a escolha do comprador ou a assinatura de um contrato.

Entre os principais interessados estão a chinesa Huaxin e o consórcio formado pela brasileira Votorantim Cimentos e pela italiana Cementir. As propostas apresentadas inicialmente teriam ficado abaixo da expectativa da CSN, provocando divergências sobre o valor final da operação. A companhia confirmou o recebimento das ofertas, mas não revelou oficialmente os nomes dos participantes nem os valores apresentados.

Estimativas do mercado apontam que a negociação pode envolver entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões. A expectativa inicial da CSN era obter aproximadamente R$ 15 bilhões com a venda, mas não há confirmação de que esse valor será alcançado.

A Huaxin ampliou sua presença no mercado brasileiro ao adquirir a Embu S.A., produtora de agregados com unidades no estado de São Paulo. A operação foi anunciada em dezembro de 2024 e posteriormente concluída, demonstrando o interesse da companhia chinesa em expandir sua atuação no setor de materiais para construção no país. 

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A possível venda da unidade de cimentos faz parte do plano da CSN para reduzir o endividamento e melhorar a estrutura financeira. A companhia encerrou o segundo trimestre de 2026 com alavancagem próxima de 3,5 vezes o Ebitda.

O processo acontece em meio a uma mudança no comando da empresa. Fabio Schvartsman assumiu a presidência executiva da CSN no dia 3 de setembro, enquanto Benjamin Steinbruch passou a ocupar a presidência do Conselho de Administração.

Apesar das informações sobre o avanço das negociações, a CSN ainda não anunciou um acordo definitivo. As empresas interessadas permanecem na disputa, e novas rodadas de negociação poderão ocorrer até que sejam definidos o valor, as condições contratuais e o eventual comprador da CSN Cimentos.

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