O Novembro Azul chega e, com ele, a recorrente conversa sobre a saúde do homem.
Vou ser claro desde o início: falar de saúde mental masculina não é convite para o homem abandonar suas responsabilidades. Não é pedido de fraqueza. Não é tentativa de tirar sua hombridade, autoridade ou o lugar de pilar da família. Seu fardo não vai ser tirado...
Mas você precisa ser melhor para carregá-lo!
O homem continua sendo, na maioria das casas, o centro provedor. Ele sustenta financeiramente (ou compõe a maior parte disso). Ele decide nos momentos difíceis. Ele protege. Ele é a referência de força para os filhos e de segurança para a esposa. Esse papel não é decorativo, mas estrutural. E é exatamente por isso que merece atenção.
Imagine uma casa. O pilar central segura o teto. Enquanto ele está sólido, ninguém repara nele. Mas se o pilar começa a apodrecer por dentro, a casa continua de pé. Continua bonita. Até o dia em que cede. E quando cede, não cai só o pilar: caem as paredes, o teto, tudo o que ele sustentava.
É a mesma lógica com o homem. Ele pode estar em pé, trabalhando, resolvendo, provendo e por dentro estar se desgastando. Ansiedade, depressão, exaustão, solidão, ideação suicida. Coisas que não aparecem no rosto, mas corroem a estrutura silenciosamente.
Os números são duros e teimosos. Homens representam cerca de 78% das mortes por suicídio no Brasil. O câncer de próstata mata cerca de 46 homens por dia. E a procura por atendimento psicológico entre homens ainda é residual. A maioria só chega quando já não aguenta mais carregar.
Aqui está o erro que muita gente comete: achar que cuidar de si é sinônimo de aliviar o peso. E eu te digo que não é. O peso permanece. As contas continuam. Os filhos continuam precisando de pai. A família continua precisando de referência. O fardo não vai ser tirado de você! O que muda é a capacidade de carregá-lo.
O homem que cuida da saúde mental não fica menos responsável. Fica mais capaz. Mais presente. Mais lúcido. Mais disponível para cumprir o que assumiu, e por mais tempo.
São Josemaría Escrivá, um dos grandes pensadores católicos do século XX, ensinava que o trabalho ordinário e as responsabilidades diárias são caminho de santidade. Mas santidade não é autodestruição. É fazer bem feito o que se faz. Inclusive o cuidado consigo mesmo. Negligenciar a própria saúde para sustentar o fardo não é heroísmo, é imprudência!
Novembro Azul não pede que o homem seja menos homem. Pede que ele seja inteiro. Porque se ele faltar, a família sente. Os filhos sentem. Tudo o que ele sustenta sente. E o que ele construiu com esforço pode ruir junto.
Você precisa ser melhor e eu posso te ajudar nesse processo!
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