Depois que meus filhos aprenderam a falar, eu me tornei necessária. Eles me chamam o dia todo, dizem “eu te amo” o tempo todo e me lembram do quão doce é a palavra “mãe” na boca de um filho e de uma filha.
Ser mãe é inevitavelmente transformar a própria vida.
Eu, como mãe, sou especial, importante, sou colo, conforto e apoio. Há mais de 13 anos me dedico intensamente a essa missão, servindo, porque minha principal linguagem de amor é atos de serviço.
Entrego o que tenho de mais valioso: meu tempo.
Meu amor, meu exemplo.
Minha vida gira em torno dessa herança, da qual aceitei, com responsabilidade e compromisso, a missão de formar - ou pelo menos tentar formar - pessoas gentis, empáticas e emocionalmente fortes.
A maternidade também exige muito. Exige força nos dias difíceis, equilíbrio emocional, paciência, renúncia e maturidade. Existem desafios que ninguém consegue compreender totalmente antes de viver. É no caminho, entre erros, acertos e tentativas, que uma mãe vai aprendendo a ser mãe.
Porque não é apenas circunstância.
É modelagem.
É treino.
É vontade, esforço e dedicação.
A minha força como mulher só veio depois que me tornei mãe - e isso é um fato genuíno da minha história.
Antes, eu era uma menina emocionalmente frágil. Hoje, sou uma mulher capaz de enfrentar uma guerra, se preciso for. Uma mulher que renasceu, floresceu e encontrou, em dois seres humanos puros e inocentes, uma nova versão de si mesma.
“Mãe.”
“Necessária.”
Essa é a palavra que mais traduz a maternidade para mim.
Um filho precisa de uma mãe para se sentir amado, para sentir que pode contar com alguém. Precisa desse amor presente, desse cuidado diário, desse ensinamento que, muitas vezes, ninguém no mundo consegue oferecer da mesma forma.
É reconhecer a profundidade de um amor materno que, muitas vezes, se entrega por inteiro. Um amor presente, solícito, cuidadoso - que ama sem calcular retorno, sem exigir troca, apenas ama.
Quantas vezes tirei da minha própria boca para colocar na deles. Quantas vezes chorei ao sentir que não estavam sendo bem tratados e precisei ensinar fortaleza, em vez de apenas reagir à situação.
Minha vontade, muitas vezes, era ir com tudo para cima, brigar, quebrar o pau. Mas optei pelo ensinamento. Optei pela conversa. Optei por resolver dentro da nossa casa.
Porque ser mãe não é apenas ser reativa ou pensar em como responder ao mundo. É formar, orientar e ensinar, até mesmo quando o coração da gente quer explodir.
Cada mulher que se torna mãe vive a sua própria experiência. Independentemente de qual seja, é preciso reconhecer que essa palavra, quando vivida, carrega algo especial.
A que gerou, a que criou, a que precisou sair para trabalhar, a que permaneceu em casa, a que cuidou em silêncio, a que enfrentou tudo sozinha… toda mulher que vive a maternidade carrega marcas de amor, força e entrega. Todas merecem reconhecimento, respeito e abraço.
Cada uma, à sua maneira, entrega partes de si por amor.
Ser mãe é aprender a viver com o coração caminhando fora do próprio corpo.
No fim, uma mãe nunca sai inteira da maternidade - porque parte dela passa a viver eternamente nos filhos.
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