Se perguntarmos à maioria das pessoas o que elas querem hoje, vamos ouvir respostas parecidas: o sonho da casa própria, uma boa casa, um carro confortável e novo, um smartphone de última geração, viagens para o litoral ou para o exterior, comer bem em restaurantes sofisticados, brindar com um bom espumante, participar de festas luxuosas, ser reconhecida pelo trabalho que faz, firmar parcerias, especialmente com grandes marcas do mercado, aquelas de alcance mundial, ser CEO da própria marca, vender muito, tornar-se referência e, por fim, ser milionária.
Isso é, com certeza, o que a maioria diria.
Um desejo que, no fundo, se resume a sucesso, reconhecimento e visibilidade.
Mas qual é o preço para que tudo isso aconteça?
Você está disposto a abrir sua vida pessoal? A ver, ouvir e ler sobre si mesmo de forma ilimitada? A lidar com pessoas, com a imprensa e com quem usa discursos de ódio apenas para ferir? Pessoas que tentam atingir emocional e mentalmente. Pessoas que mentem. Sabemos que elas existem aos milhões, comentando, compartilhando e criando falsas verdades.
O caso de Ana Castela, por exemplo, é impactante. Um verdadeiro fenômeno. Ela conquistou o que muitos desejam: sucesso precoce, reconhecimento nacional, agenda cheia, contratos, prêmios, milhões de ouvintes e a responsabilidade de sua imagem diante de um público tão jovem quanto o das crianças. Mas, junto com tudo isso, veio a exposição intensa da sua vida.
A rotina exaustiva, os relacionamentos, as escolhas pessoais, a aparência, a forma de se vestir, de falar e de se posicionar. Tudo vira pauta. Tudo é analisado e comentado. Já ouvi muito ela, escuto suas músicas. Aqui em casa, há dois fãs mirins que a admiram por dois motivos: pelo trabalho dela e pela parceria com a Sicredi. O pai trabalha na Sicredi, então a admiração vem em dose dupla. Vamos concordar: ela chegou a um lugar altamente desejado. Mas esse lugar não vem sem custo.
Por isso, antes de desejar algo, é fundamental conhecer os riscos, o caminho que será percorrido e o que pode atravessar a carreira, a vida pessoal e a família. O que realmente importa não é o que os outros dizem a seu respeito, mas o que você sabe, com clareza, sobre quem você é.
Todo mundo quer uma vida tranquila, financeiramente segura: trabalhar com o que sonha, fazer o que realmente ama e dá sentido. Não apenas sobreviver, mas viver bem todos os dias. E isso é legítimo. Isso faz parte da vida.
No fim, não é o que os outros dizem que importa, mas o que estamos dispostos a pagar para ter o que desejamos e o quanto nos conhecemos de verdade. Quando sabemos quem somos, o que o mundo diz perde força, porque aquilo que um dia foi desejo se torna realidade com consciência.
Alguns podem concordar com o que escrevi aqui; outros, não. Cada um carrega sua própria perspectiva. Mas a verdade é que ela pagou um preço: a cobrança extrema, a rotina exaustiva, as horas nas estradas e a visibilidade diária nas redes. Ela tem o que muitos gostariam, mas vive sob observação permanente. A vida deixa de ser apenas privada e passa a fazer parte do ofício.
E já percebi que, baseada nos valores dela e da família, isso tem um peso enorme: a tranquilidade, a verdade, o carinho com os fãs, a forma como conduz a carreira e a vida pública, além da fé, tudo é digno de admiração. Tenho certeza de que ela observa, reage da melhor maneira e sabe exatamente quem é e onde quer chegar.
E isso já é o suficiente.
Comente